
Nascida em uma família profundamente ligada ao samba, Marcelly Pitanga costuma dizer que começou sua trajetória ainda na barriga da mãe.
A paixão pelo carnaval vem de gerações. Sua avó foi a primeira porta-bandeira do Arranco, ainda nos tempos em que a agremiação era um bloco carnavalesco. Já seu tio, Alexandre Henrique, deixou sua marca como coreógrafo de comissão de frente e diretor de alas coreografadas.
Foi nesse ambiente que “Pitanguinha” deu seus primeiros passos no samba. Aos cinco anos de idade, começou a desfilar no bloco Filhos do Engenho, idealizado por seu pai, onde atuava como musa. Pouco depois, passou a fazer parte do Arranco, escola que considera sua verdadeira casa no carnaval.

“Sou nascida e criada no Arranco. Foi a primeira escola de samba em que pisei e onde minha trajetória realmente começou”, relembra.
Carnaval 2027: permanência nas escolas do coração
Pensando no próximo carnaval, Pitanguinha confirmou sua permanência nas agremiações que já fazem parte de sua trajetória. Até o momento, ela seguirá desfilando pelo Arranco, pelo Império Serrano e pelo Acadêmicos do Salgueiro.
Apesar da definição atual, a sambista deixa aberta a possibilidade de novos desafios ao longo da preparação para o Carnaval 2027.



Os desfiles que marcaram sua vida
Ao recordar momentos inesquecíveis na avenida, Pitanguinha destaca experiências especiais em cada uma das escolas que defende.
No Arranco, o desfile mais marcante foi justamente sua estreia como musa. Segundo ela, a emoção da primeira vez ocupa um lugar único na memória.
Já no Salgueiro, a lembrança mais especial é a estreia na ala de passistas da escola principal. Vinda do Aprendizes do Salgueiro, ela realizou um sonho cultivado desde a infância.
“Eu sempre sonhei em fazer parte da ala de passistas do Salgueiro. Quando aconteceu, foi uma realização enorme”, conta.



No Império Serrano, dois momentos permanecem vivos em sua memória. O primeiro foi sua estreia como passista no enredo “Orgulho da Mulher, Onde Ela Quiser”. Em meio a dificuldades enfrentadas pela escola, as próprias integrantes da ala participaram da confecção das fantasias.
“Foi um desfile de muita garra, emoção e superação”, recorda.
O segundo momento inesquecível foi o desfile que marcou o retorno da escola ao Grupo Especial.
“Foi um espetáculo. Chorei muito nos dois desfiles”, revela.
A experiência inesquecível na Acadêmicos de Niterói
Entre os acontecimentos mais recentes, Pitanguinha também guarda com carinho sua participação no desfile da Unidos de Niterói.
A sambista define a experiência como a realização de um grande sonho e afirma ter vivido momentos que jamais imaginou experimentar dentro da avenida.

Segundo ela, um dos episódios mais surpreendentes foi receber uma reverência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile, momento que ajudou a tornar aquela apresentação ainda mais especial.
“Foi perfeito. Vivi coisas que nunca imaginei viver”, resume.

O sonho da Corte do Carnaval continua vivo
Outro tema que costuma despertar a curiosidade dos seguidores é sua participação no concurso da Corte do Carnaval em 2023.
Pitanguinha afirma que a experiência transformou sua vida, ampliando sua visibilidade no mundo do samba e fortalecendo sua autoestima.

“Minha vida mudou completamente depois daquele concurso. Foi uma experiência maravilhosa”, afirma.
Questionada sobre uma possível volta à disputa pela Corte, a sambista prefere manter o mistério.
Embora reconheça que ser Rainha do Carnaval sempre foi um de seus maiores sonhos, ela ainda não sabe se retornará ao concurso no futuro.
“Não sei se vou voltar um dia. Mas, se acontecer, vocês certamente vão saber”, diz.

Enquanto o futuro não chega, Pitanguinha segue escrevendo sua história no samba, carregando consigo a tradição familiar, o amor pelas escolas que representa e a paixão que a acompanha desde os primeiros anos de vida.





















